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Quando o bom serviço não é mais suficiente...

  • Foto do escritor: Laene Carvalho
    Laene Carvalho
  • 12 de jun.
  • 3 min de leitura

A jornada do cliente começa no visível — mas permanece no que ele sente.


Durante muito tempo, acreditamos que oferecer um bom serviço era o suficiente para conquistar um cliente.


Ser rápido. Ser eficiente. Ser educado.


E de fato — o serviço é a base. É o primeiro passo. O que garante que tudo funcione.Mas aqui está a verdade que ninguém diz com clareza: o serviço, por si só, não emociona. Não marca. Não transforma.


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Etapa 1: O serviço

O serviço é a fundação operacional da experiência.

  • O pedido chega certo.

  • O ambiente está limpo.

  • A equipe sabe o que fazer.

  • Tudo funciona como deveria.


Isso é o mínimo. E o mínimo, satisfaça ou não, nunca fideliza.


O cliente agradece. Mas esquece. Ele pode até voltar — se for conveniente. Mas não vai contar sobre aquilo com brilho nos olhos.


Etapa 2: A hospitalidade

A hospitalidade acontece quando o funcional encontra o humano. É o momento em que o cliente se sente visto. E não apenas atendido.


  • O garçom lembra seu nome.

  • A recepcionista percebe que você está cansado e fala com calma.

  • Alguém oferece algo antes de você pedir.


Aqui, já não estamos falando de processo. Estamos falando de presença. De intenção.

De sensibilidade. Se realmente se importar com o bem estar do próximo.


A hospitalidade cria relação. Mas ainda assim, depende muito de quem executa — da equipe, do momento, do treinamento.


E por mais bonita que seja, a hospitalidade tradicional ainda acontece majoritariamente na interação. Ainda é visível. E ainda é frágil.


Etapa 3: A hospitalidade sensorial

A hospitalidade sensorial é o próximo nível. Ela não depende apenas da pessoa que recebe. Ela acontece antes da recepção. Durante a experiência. E mesmo depois dela.


É quando o ambiente participa. O espaço acolhe. O tempo respeita. Os sentidos guiam.


  • A luz tem intenção.

  • O aroma evoca memória.

  • O ritmo do atendimento embala, não apressa.

  • A textura do cardápio, da poltrona, do chão — tudo conversa com o corpo.

  • A música entra na alma, sem pedir licença.


Insight técnico: A hospitalidade sensorial atua no sistema límbico — o mesmo que armazena as emoções e decisões de compra. Não é só o que a pessoa vê. É o que ela sente, mesmo sem saber de onde vem.


A diferença está nos níveis de profundidade:


1. Serviço:

Atua no nível funcional. Tudo corre bem, o atendimento é correto, o processo é eficiente.


  • O que acontece: a entrega acontece como esperado.

  • O que permanece: o cliente esquece rapidamente. Foi bom, mas não ficou.


2. Hospitalidade:

Atinge o nível emocional visível. A pessoa é bem recebida, há empatia, atenção, um toque humano claro.


  • O que acontece: o cliente se sente acolhido.

  • O que permanece: uma sensação positiva de cuidado.


3. Hospitalidade Sensorial:

 Atua no nível emocional e sensorial invisível. A experiência envolve todos os sentidos, mesmo sem que o cliente perceba racionalmente.


  • O que acontece: a experiência é vivida com o corpo inteiro — luz, textura, som, ritmo, temperatura, aroma.

  • O que permanece: uma memória sensorial afetiva. O cliente não esquece. Ele sente. Ele guarda.


E por que isso importa?

Porque em um mercado saturado de marcas que funcionam, quem sente é quem escolhe.E quem sente profundamente, não troca.


É por isso que marcas que investem em hospitalidade sensorial:

  • Fidelizam sem esforço.

  • Transformam clientes em embaixadores.

  • Criam experiências que viram histórias contadas.


Se você quer transformar seu espaço — restaurante, vinícola, hotel, escritório ou marca — em uma experiência sensorial que toca, transforma e permanece: experience@laenecarvalho.com


Porque clientes podem esquecer o que foi dito.

Mas jamais esquecem o que sentiram com o corpo inteiro.


 
 
 

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Criando experiências exclusivas em hospitalidade, design e sensorialidade para marcas ao redor do mundo.
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